Projetos de Pesquisa


Enquanto linha de pesquisa “Práticas Psicológicas Clínicas e Demandas Sociais Contemporâneas” desenvolve estudos, pesquisas e atividades de extensão voltadas às modalidades clínicas de prática psicológica em instituições, tendo a atenção psicológica como o seu eixo norteador. Adota o enfoque clínico fenomenológico e psicossocial como perspectiva teórica e metodológica que serve de base e fundamentação.

FENOMENOLOGIA HERMENÊUTICA, CARTOGRAFIA E A PESQUISA COMO ACONTECIMENTO: possibilidades de ação clínica.

Ana Lúcia Francisco (coordenação), Carmem Barreto e Cristina Amazonas.

RESUMO

A prática psicológica mostra uma diversidade de atuações, compreensões e concepções teóricas. Nos últimos anos, os estudos referentes às práticas psicológicas têm despertado interesse e investigação de forma mais sistemática, principalmente no que concerne às diversas possibilidades de articulação entre a prática psicológica e a filosofia, a sociologia, a antropologia, plural que é a diversidade dessas práticas.

O profissional de Psicologia lida, em sua prática profissional, quer seja em consultório particular quer seja em outros tipos de atendimento em instituições públicas ou privadas, com indivíduos que adotam uma diversidade muito grande de modos de ser, de agir, e de sofrer, necessitando estar preparado para fazer frente a essa demanda. As perguntas que se colocam são: Como será que estes profissionais estão sendo formados nos cursos de graduação em Psicologia e quais cuidados estão sendo prestados a essa população? Quais as práticas que estão adotando diante desses desafios? Será que a população por eles/as atendida, em diversos tipos de instituição, escola, trabalho, saúde, entre outras, está recebendo cuidados dignos, respeitosos e éticos? Qual a noção de subjetividade que fundamenta as suas práticas? Qual a ética que orienta as suas práticas?

Considerando tais reflexões, é possível pensar que o desafio atual da Psicologia e da prática psicológica é pensar a ação clínica a partir dos pontos de falha ou de quebra de um fazer que não mais acolhe as demandas de sofrimento manifesto no tempo atual, e conseguir fazer dessa fratura o lugar de compromisso e de encontro entre os tempos e as gerações de psicólogos com suas teorias e suas práticas. Para tanto, diferentes recursos serão utilizados, tais como a entrevista narrativa, o diário de campo, discussões em grupo e outros que se fizerem necessários, coerentes com os objetivos da pesquisa e de seus segmentos. O relato e a troca de experiências proporcionada por estes recursos podem contribuir para subsidiar a formação e o exercício profissional do psicólogo e à população que demanda por seus serviços.

Palavras-chave: Psicologia; Prática Psicológica; Fenomenologia Hermenêutica; Ação Clínica; Pesquisa como Acontecimento; Sexualidade; Gênero.

 

Projetos de pesquisa:

 

1 – PRÁTICA PSICOLÓGICA E A CLÍNICA-ESCOLA

Danielle de Fátima da Cunha Cavalcanti de Siqueira Leite – Coordenador / Carmem Lúcia Brito Tavares Barreto – Integrante.

RESUMO: 

 O presente projeto tem como objetivo, num primeiro momento, realizar uma cartografia das demandas psicológicas que chegam ao serviço de psicologia da clínica-escola do Curso de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco, visando realizar um mapeamento da população que procura por tal serviço e de suas demandas. Após, esse primeiro momento, busca-se pensar possibilidades de intervenções que podem ser ofertadas a tal população. Nessa direção, vale destacar que os serviços-escolas, assim como as próprias clínicas-escolas, constituem-se em um importante campo de formação, pesquisa e atendimento a comunidade. No que diz respeito a prática psicológica clínica, essa deve constituir-se, principalmente, no tensionamento entre teoria e prática, devendo ofertar a população a qual ela se destina ações contextualizadas, privilegiando as especificidades das demandas que se revelam no seu fazer cotidiano. Frente a tal compreensão e levando-se em consideração que o espaço da clínica-escola tem como objetivo a formação de profissional críticos e comprometidos com seu fazer, pesquisas que visem refletir tal contexto e as práticas formativas e interventivas que se dão em tal espaço se fazem não só necessárias, mas imprescindíveis. E, pois, nessa direção que tal proposta de se coloca. Nela, propõe-se que: seja realizado, num primeiro momento, a análise dos prontuários da clínica-escola dos últimos cinco anos, assim como entrevistas e/ou rodas de conversas com alunos/estagiários e profissionais voluntários que atendem no espaço da clínica-escola. De mão de tais dados, num segundo momento da pesquisa, propõe-se que intervenções clínicas sejam pensadas e implementas com o intuito de ofertar ações voltadas para atender principais demandas e parte da população que procura pelo atendimento no espaço da clínica escola. Com o intuito de ampliar a compreensão dessas intervenções, assim como na direção de realizar uma análise de tais propostas, serão realizadas entrevistas e/ou rodas de conversas com alunos estagiários, profissionais voluntários e os professores que estarão envolvidos com tais ações. Importa destacar que a presente pesquisa está afinada a uma perspectiva fenomenológica. Como método de análise, serão adotados os recursos estatísticos necessários para analisar os dados quantitativos que serão gerados na primeira parte da pesquisa e as unidades de significado de Giorgi como caminho para tratar os dados qualitativos gerados tanto na primeira parte como na segunda parte da presente pesquisa. Ao final do presente projeto, espera-se ter realizado um levantamento acerca da realidade atual da clínica-escola que compõem como espaço de pesquisa, além da possibilidade de implementar intervenções que atendam as principais demandas encontradas. Busca-se, ainda, contribuir com a construção do conhecimento em Psicologia no que diz respeito a prática psicológica em clínicas-escola..
Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.

 

2 – PRÁTICA PSICOLÓGICA E A FENOMENOLOGIA HERMENÊUTICA DE MARTIN HEIDEGGER.

Coordenação: Carmem Lúcia Brito Tavares Barreto

RESUMO: 

A prática do psicólogo em instituições vem sofrendo alterações, exigindo a contextualização da analítica da cotidianidade a partir do horizonte histórico contemporâneo. A apropriação crítica de nosso horizonte histórico apresenta-se como tarefa contínua do pensamento, incidindo como tarefa urgente do psicólogo, principalmente no que concerne às práticas psicológicas desenvolvidas nas diversas instituições. É crescente a ação do psicólogo clínico em contextos institucionais, junto a serviços de saúde pública, ambulatórios em hospitais e na discussão e implementação de intervenções clínicas no âmbito sanitário O presente projeto tem como objetivo primeiro – Propor possibilidades de tematização de uma prática psicológica, a partir da perspectiva fenomenológica hermenêutica de Martin Heidegger, que compreenda e acolha as manifestações do sofrimento humano no momento atual. Caracteriza-se como um projeto guarda-chuva e acolhe propostas de pesquisa de doutorandos, a serem desenvolvidas em diversos contextos institucionais, objetivando discutir a compreensão de saúde que norteia a prática de psicólogos nas Policlínicas, cartografar os modos de ação clínica em territórios de vulnerabilidade social e problematizar os serviços psicológicos prestados às famílias em Clínicas-escola de modo a contribuir para atender o objetivo geral, ou seja: propor possibilidades de prática psicológica que atendam as demandas das realidades estudadas fundadas na perspectiva fenomenológica existencial. Farão parte da pesquisa profissionais de psicologia que realizam suas práticas psicológicas em serviços institucionais e comunitários, além de outras instituições que poderão vir a ser também objeto de estudo e análise. Os participantes deverão residir no Recife, Garanhuns ou Caruaru. Os instrumentos utilizados serão a entrevista narrativa, diários de campo e outros que se fizerem necessários, considerando os objetivos da pesquisa e de seus segmentos. A pesquisa proposta no presente projeto será de natureza qualitativa afinada à perspectiva da fenomenologia hermenêutica, privilegiando a compreensão interpretativa fundada na Hermenêutica Filosófica de Gadamer, vinculada às compreensões ontológicas heideggerianas. Espera-se que o conhecimento produzido possa contribuir para consolidar uma prática psicológica norteada pelos pressupostos fenomenológicos existenciais, ao modo de Heidegger, além de oferecer subsídios para o exercício profissional do psicólogo e à população que demanda por seus serviços.

Palavras-chave: ação clínica, perspectiva fenomenológica existencial, instituições, hermenêutica, saúde.

SUB-PROJETOS:

Em andamento

  1.  AÇÃO CLÍNICA E PLANTÃO PSICOLÓGICO: UMA COMPREENSÃO FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL. (Mestranda Jéssica Caroline de Moraes Veríssimo)
  2.  DA CAMISA DE FORÇA AO PSICOTRÓPICO: UM OLHAR FENOMENOLÓGICO HERMENÊUTICO PARA O SOFRIMENTO NO CONTEXTO DOS SERVIÇOS BÁSICOS DE SAÚDE. (Mestranda Ana Paula Galdino de Oliveira)
  3. A EXPERIÊNCIA DE (CON) VIVER COM PARCEIROS QUE TENTAM PÔR FIM À PRÓPRIA VIDA: possibilidades compreensivas no campo da conjugalidade (Mestranda Alessandra Sawada)
  4. SUICÍDIO E PSICOTERAPIA: uma compreensão fenomenológica existencial da experiência do paciente que busca pôr fim à vida (Mestranda Glaucia Fernanda Cabral)
  5. A EXPERIÊNCIA DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS QUE TENTARAM PÔR FIM À VIDA (Doutoranda Andréa Oliveira)

 

(Concluídos)

  1.  A AÇÃO CLÍNICA E OS PRESSUPOSTOS HEIDEGGERIANOS: POSSIBILIDADES DE INTERVENÇÕES JUNTO A FAMÍLIAS (Doutora Danielle  de Fátima da Cunha Cavalcanti de Siqueira Leite – Concluído)
  2. PRÁTICA PSICOLÓGICA EM SAÚDE: COMPREENSÃO FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL (Doutoranda Ana Maria de Santana – Concluído) 
  3. OLHA!… ARRU(A)ÇÃO!?… A AÇÃO CLÍNICA TECIDA EM ITINERÂNCIA, NUMA PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL (Doutoranda Suely Emilia de Barros Santos – Concluído)
  4. EXISTÊNCIA ENQUANTO PODER SER: CONSIDERAÇÕES SOBRE COMO ESTAGIÁRIOS DE PSICOLOGIA NA PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICO EXISTENCIAL COMPREENDEM A AÇÃO CLÍNICA. (Mestranda Maria do Rosário Cavalcanti da Silveira- Concluído)
  5. A AÇÃO CLÍNICA DO PSICÓLOGO JUNTO A PACIENTES EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA: UMA COMPREENSÃO FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL. (Mestrando Rennan Paranhos Baroni Lima)

A –  Psicologia e Saúde Pública: a prática do psicólogo nas Unidades Ambulatoriais – Policlínicas. Tem como objetivo cartografar os trabalhos realizados por psicólogos clínicos nas Unidades Ambulatoriais/Policlínicas da Rede Municipal de Saúde da cidade do Recife. Coordenado pela Profa. Dra Carmem Barreto com duas alunas bolsistas do Programa de Iniciação Científica da UNICAP e do CNPq.

• Ana Paula Noriko Cimino. “Psicologia e Saúde Pública: Cartografia das modalidades de prática psicológica nas Unidades Ambulatoriais – Policlínicas”. Concluída em 2010.

• Andrea Cristina Tavelin Biselli. “Psicologia e Saúde Pública: Descrição e compreensão da prática do psicólogo nas Unidades Ambulatoriais – Policlínicas”. Concluída em 2010.

B – Psicologia Fenomenológica Existencial e modalidades de prática psicológica em instituições de saúde: atenção psicológica e formação do psicólogo. Tem como objetivo ampliar a contribuição da Psicologia Fenomenológica Existencial na constituição das seguintes modalidades de prática psicológica: Plantão Psicológico, Psicodiagnóstico Colaborativo e Oficinas de Criatividade. Coordenado pela Profa. Dra. Carmem Barreto. com alunos do mestrado em Psicologia Clínica que desenvolvem os seguintes projetos:

• Psicodiagnóstico Colaborativo: uma prática psicológica na perspectiva fenomenológica existencial – Mestranda Danielle Siqueira (Concluída em 2011).

• Ação de uma equipe em UTI geral adulto: possibilidades de interseção entre profissionais de saúde – Mestranda Josemary Karlla Chaves da Costa (Concluída em 2011)

• A clínica psicológica e a compreensão da experiência de espiritualidade de pacientes em cuidados paliativos – Mestranda Waleska de Carvalho Marrokim Medeiros (Concluída em 2011).

• Cuidado e técnica moderna: indicadores para discussão da violência à luz das críticas empreendidas à supremacia da razão instrumental no pensamento contemporâneo – Mestranda Ana Paula Noriko Cimino (Concluída em 2013).

• Psicodiagnóstico Colaborativo: a devolutiva para a criança através da contação de história – Mestranda Andréa Cristina Tavelin Biselli (Concluída em 2013).

• O Plantão Psicológico na Delegacia da Mulher: espaços de escuta para homens autores de violência – Mestranda Leilane Almeida Paixão

• Psicodiagnóstico Interventivo/Colaborativo: uma modalidade de prática psicológica e sua contribuição para a formação do psicólogo – Iniciação Científica: Maria do Rosário Cavalcanti da Silveira (Concluída em 2011).

• Psicodiagnóstico interventivo/Colaborativo: uma prática psicológica  – Iniciação Científica: Lúcia Carneiro (Concluída em 2011).

ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: que reflete a ação clínica a partir da Fenomenologia Social e da Psicossociologia Clínica.

3 – CARTOGRAFIAS DE PRÁTICAS PSICOLÓGICAS CLÍNICAS EM SAÚDE MENTAL, NA EDUCAÇÃO E NO TRABALHO.

Coordenação: Ana Lúcia Francisco

RESUMO:

As profundas e aceleradas transformações da atualidade, tanto nas formas organizativas da sociedade como nos campos dos saberes, impõem desafios e questionamentos que nos convocam a nos posicionar. Emergem novas cartografias históricas, geográficas, de povos, novos modos de existir, de sentir, de pensar, ou ainda, novas cartografias subjetivas, demandando por atenção e cuidado. Estas mutações geram novas necessidades e demandas e, em nosso campo específico – a psicologia – as habilidades e competências exigidas do psicólogo em face dessas demandas requerem um processo de reorientação de seus conhecimentos e de suas práticas. Nessa direção, é crescente a ação do psicólogo clínico em contextos comunitários, institucionais, junto a populações vulneráveis, em organizações de trabalho e na discussão e implementação de políticas públicas no campo da saúde, da educação e do trabalho. Este projeto de pesquisa ancora suas investigações nos contextos em que se realizam práticas psicológicas que têm como eixo norteador as abordagens psicossociais, nas quais se pretende propor e cartografar o desenvolvimento destas práticas e suas ressonâncias junto aos usuários que demandam por atenção psicológica.  Participarão do projeto psicólogos que prestam serviços institucionais e comunitários, usuários desses serviços, trabalhadores inseridos em organizações e escolas, sem deixar de mencionar que algumas instituições também serão objeto de análise. Todos deverão ser residentes na região metropolitana do Recife e em cidades do Estado de Pernambuco. Os instrumentos utilizados serão a entrevista narrativa, o diário de campo, discussões em grupo e outros que se fizerem necessários, coerentes com os objetivos da pesquisa e de seus segmentos. A cartografia como método de pesquisa e intervenção guiará todo o processo de pesquisa, na medida em que considera a indissociabilidade entre conhecer e fazer, entre pesquisar e intervir. O relato e a troca de experiências proporcionada por estes instrumentos podem contribuir para subsidiar a formação e o exercício profissional do psicólogo e à população que demanda por seus serviços.

 

Palavras-chave: cartografia; clínica do trabalho; processos educacionais; saúde mental; políticas públicas; prática psicológica.

 

SUB-PROJETOS:

Em andamento: 

 – Cartografia de um ambiente escolar: grupo reflexivo com discentes do IFPE em uma abordagem sociodramática. Cartografa, a partir do olhar do corpo discente, concepções do processo ensino-aprendizagem a partir do protagonismo do trabalho do corpo docente (CLÁUDIA DA SILVA SANTOS – doutorado);

 – Experimentações Cartográficas Em Empresa Familiar: Possibilidades De Uma Clínica Da Gestão. Propõe parâmetros teórico-metodológicos de uma clínica da gestão através da cartografia de uma intervenção organizacional num processo de mudança no modelo de gestão de pessoas numa empresa familiar (JORGE GOMES DA SILVA SOBRINHO – doutorado);

O Mito De Ares: Cartografia De Um Processo De Terapia Comunitária Com Agentes De Segurança Pública. Investiga as ressonâncias de um processo de terapia comunitária junto a agentes de segurança pública, visando à proposição de uma “clínica da segurança pública” (WELLINGTON MARTINS LIRA – doutorado);

– A Visita Domiciliar Como Dispositivo Da Prática Psicológica No Âmbito Das Políticas De Assistência Social: Redimensionando Identidades. Investiga a visita domiciliar como dispositivo interventivo no contexto das práticas psicológicas em instituições de abrigamento a crianças e adolescentes no âmbito das Políticas Públicas de Assistência Social. (SEVERINO RAMOS LIMA DE SOUZA – doutorado);

Atenção Psicossocial Na Educação Infantil: Dispositivos Escolares Para A Construção De Cidadanias. Problematiza e discute a função da escola na construção de cidadanias. (SARAH CAMELLO VASCONCELLOS – doutorado);

Projetos de Vida como Práxis de Cuidado. Busca compreender como as usuárias dos CAPS de transtorno mental experenciam os grupos terapêuticos Projetos de Vida e de que modo eles repercutem em seu cotidiano (MOEMA LUZIA BARROS DE MOURA – doutorado);

– As Contribuições Da Psicologia Nas Políticas De Ressocialização Do Sistema Prisional Em Pernambuco. Investiga as Contribuições da Psicologia nas Políticas de Ressocialização do Sistema Prisional em Pernambuco (SILVANA SANTANA – mestrado).

 

Concluídos:

A – A prática psicológica em diferentes contextos situacionais e institucionais. Objetiva cartografar e Pesquisar a ação do psicólogo clínico em diferentes contextos situacionais e institucionais.

• A Inserção e ação do psicólogo clínico em projetos sociais: investiga a prática dos psicólogos em projetos sociais, procurando cartografar as atividades desenvolvidas e suas implicações para a população para os quais esses projetos se dirigem. Mestranda: Ana Lúcia Gonçalves Alves Bezerra (Concluída em 2010)

• A dor do doce lar: narrativas da violência doméstica: procurou compreender como é vivida a situação de violência doméstica pela mulher e as estratégias utilizadas para o enfrentamento desta situação. Mestranda: Socorro Alves Silva (Concluída em 2010)

• A ação do psicólogo na escuta dos conflitos das organizações: investiga as demandas dirigidas aos psicólogos nas organizações face aos conflitos que emergem e as estratégias utilizadas na escuta e direcionamento dessas demandas. Mestranda: Regina Coeli de Araújo (Concluída em 2010)

B– Intervenções Clínicas Psicossociais: Projeto de pesquisa que ancora suas investigações em contextos em que se realizam práticas psicológicas que têm como eixo norteador as abordagens psicossociais. Nesses contextos pretende-se cartografar o desenvolvimento de práticas psicológicas em uma perspectiva clínica psicossocial, bem como propor dispositivos de intervenção. Toma-se como possibilidade metodológica a cartografia como caminho de pesquisa e a análise de dados será realidade mediante a Análise de Conteúdo de Bardin e a Analítica do Sentido, segundo proposto por Critelli.

• Práticas Psicológica na Prevenção e Enfrentamento das Violências Escolares: O cenário desse estudo é a atenção às concepções dos educadores da educação formal publica e privada quanto às violências escolares e as praticas de intervenção voltadas para sua prevenção e enfrentamento. Doutoranda: Maria de Fátima Castelo Branco

• Intervenções Artísticas e Transtornos Mentais: pretende-se, através de uma intervenção artística junto a pacientes que sofrem de transtornos mentais, oferecer suporte e ancoragem aos sofrimentos apresentados, objetivando avaliar junto à equipe, as ressonâncias deste processo para o bem-estar dos participantes da pesquisa. Doutoranda: Ana Elizabeth Lisboa Nogueira Cavalcanti

• Um Olhar Clínico sobre a saúde dos trabalhadores: processos de fusão e incorporação de empresas: Objetiva compreender as ressonâncias das fusões e incorporações empresariais para a saúde emocional dos trabalhadores visando à proposição de modalidades de pratica psicológica voltadas a prevenção e intervenção. Doutoranda: Maria de Fátima Santos Neves

• Atenção e Intervenção Psicossocial no Aconselhamento AIDS/DST: busca problematizar o Aconselhamento Psicológico como estratégia de intervenção para prevenção e acompanhamento de pessoas soropositivas, bem como propor modalidades de prática psicológica junto a esta população. Doutoranda: Wedna Cristina Marinho Galindo (Concluída em 2013).

• A Segurança Emocional dos Agentes de Segurança Pública: procura investigar o apoio psicológico oferecido aos agentes de segurança pública para o enfrentamento de situações estressoras. Mestrando: Wellington Martins de Lira (Concluída em 2011).

• O diálogo como comunicação e co-elaboração: possibilidade de intervenção psicossocial: pretende-se, através do uso de uma intervenção psicossocial – a dialogoterapia – oferecer a grupos de pacientes em CAPS – transtornos mentais, espaços de troca de experiências e elaboração do vivido. Natureza: pesquisa. Mestrando: Pácifer Maia Sabiá (Concluída em 2012).

 

4 – PRÁTICAS PSICOLÓGICAS CLÍNICAS: ÉTICA, POLÍTICA, SEXUALIDADE E GÊNERO

Coordenação: Maria Cristina Lopes de Almeida Amazonas

RESUMO:
A Psicologia é uma ciência frequentemente convocada pela sociedade a normatizar os
comportamentos, definindo o que é normal e o que é patológico. No que se refere às
sexualidades e aos gêneros, a visão mais comum é aquela regida pela
heteronormatividade, que considera abjetas as demais práticas que escapam a esta
norma. O profissional de Psicologia lida, em sua prática profissional, quer seja em
consultório particular quer seja em outros tipos de atendimento em instituições públicas
ou privadas, com indivíduos que adotam uma diversidade muito grande de
performances sexuais e identidades de gênero, por isso mesmo, necessita estar
preparado para fazer frente a essa demanda. A pergunta que se coloca é: Como será que
estes profissionais estão sendo formados nos cursos de graduação em Psicologia e quais
cuidados estão sendo prestados a essa população? Quais as práticas que eles estão
adotando diante desses desafios? Será que a população por eles/as atendida, em diversos
tipos de instituição, escola, trabalho, saúde, entre outras, está recebendo cuidados
dignos, respeitosos e éticos? Qual a noção de subjetividade que fundamenta as suas
práticas? Qual a ética que orienta as suas práticas? A partir desses questionamentos,
decidimos investigar as práticas psicológicas clínicas em contextos de diversidade
sexual e identidade de gênero. Mais especificamente, pretendemos: Questionar as
compreensões de subjetividade em/por estudantes e profissionais de psicologia;
Analisar a experiência/processo de subjetivação de estudantes profissionais de
psicologia que voltaram suas práticas ao enfrentamento da violência motivada por
orientação sexual e/ou identidade de gênero; Problematizar os princípios éticos e
políticos que norteiam as suas práticas psicológicas clínicas voltadas ao enfrentamento
da violência motivada pela orientação sexual e/ou identidade de gênero; Investigar
como a população atendida por esses profissionais compreendem o “cuidado” que estão
recebendo. Nossos colaboradores serão desde alunos da graduação em psicologia até
profissionais deste ramo do conhecimento que trabalhem junto a essa população ou que
tenham tido experiência profissional com este público. Pretendemos, também, tomar
como colaboradores, pessoas que se identifiquem como parte do grupo denominado
LGBT e que tenham sido atendidas, de algum modo, por profissionais de psicologia. Os
instrumentos a serem usados serão a Entrevista Narrativa, o Diário de Campo e a
Observação. O material produzido será analisado através da Análise de Discurso de
inspiração foucaultiana. Espera-se que os resultados apontem o atual fazer desses
profissionais no atendimento à população LGBT e, simultaneamente, abram espaço para
a construção de psicólogos com uma visão ampliada das questões relacionadas à
sexualidade e gênero e melhor preparados para enfrentar os desafios da sociedade atual.

Palavras-chave: Práticas psicológicas; ética; política; sexualidade; gênero.

 

 

5 – A ATENÇÃO PSICOLÓGICA À AÇÃO ARENDTIANA NO PLANTÃO PSICOLÓGICO: que reflete a ação clínica a partir da do pensamento de Hannah Arendt.

Coordenação:  Simone Dalla Barba Walckoff

RESUMO

A prática psicológica é foco de estudos de diversos grupos de pesquisa. Isso  justifica-se, em grande parte, pela frequente dissonância entre a intervenção psicológica realizada e a necessidade da população atendida.  Nesse sentindo, esse projeto de pesquisa tem como objetivo investigar modos de prática psicológica que atentem para a demanda e se constituam a partir dela, à luz do pensamento de Hannah Arendt. A escolha por esta autora decorre de   seu interesse pela vida vivida em detrimento da vida contemplativa, convocando para a constituição de intervenções que estejam voltadas para a existência no mundo e a necessidade de um outro modo de responder às suas convocações e assim seguir um novo destino, chamado por ela de ação.  Tal movimento em direção a ação é uma demanda recorrente nos atendimentos psicológicos e as reflexões trazidas por Hannah Arendt podem suscitar outras possibilidades de atenção psicológica. Para realizar esta investigação o método interventivo apresenta-se em consonância com este objetivo, buscando, como lembra Heloisa Szymanski, além de investigar determinado fenômeno fazê-lo por meio da realização de modalidades de prática psicológica oferecida para a comunidade: no caso dessa pesquisa o plantão psicológico. Através da análise da narrativa, proposta por Critelli, de pessoas atendidas no plantão e da narrativa contida no diário de bordo dos plantonistas, este projeto de pesquisa espera produzir conhecimento sobre a atenção psicológica a demanda da ação.

 Palavras-chaves: atenção psicológica e ação; plantão psicológico; psicologia clínica; ação arendtiana e pensamento arendtiano.

 

 

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